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1.
Rev. psicanal ; 20(3): 605-634, dez. 2013.
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-719608

ABSTRACT

Frente às mudanças das psicopatologias que hoje nos acabrunham como psicanalistas e, inclusive, como cidadãos, o presente trabalho pretende deslindar se tais mudanças, no início do psiquismo, são, em princípio, passíveis de serem abrangidas pelas filosofias – exemplificadas pela fenomenologia de Habermas – ou pelas neurociências. A fenomenologia só chega a vislumbrar tentativamente e, como uma periferia, a ocorrência de fenômenos psíquicos por fora do modelo do texto a que se cinge, enquanto as neurociências só timidamente ampliam seu campo de estudo para além do cartesianismo de base de seus modelos mecânicos. Para tal fim, questiona-se a distinção, pelas neurociências, de uma memória procedimental ou implícita, que supõem não distinguir indivíduos ou eventos, e uma memória explícita, que só apareceria a partir de dois a três anos. Fica, pois, para a psicanálise, localizada na linha do naturalismo amplo de Freud, distante dos cartesianismos, conciliar seu devido lugar com o estudo das incidências da cultura dos meios sobre a simbolização e a representação, em especial quanto ao psiquismo precoce, no marco da atual epidemia de autismo


Due to the changes of psychopathology that overwhelm us today as psychoanalysts as well as citizens, this study aims to disentangle whether such changes at the beginning of the psyche are capable of being covered by the philosophies – exemplified by Habermas phenomenology – or by the neurosciences. The phenomenology only reaches a glimpse and as a periphery, the occurrence of psychic phenomena outside its text, while the neurosciences only maidenly extend its field of study beyond the Cartesian base of their mechanical models. Therefore, it is questioned the distinction done by the neurosciences of a procedural or implicit memory, which seems not to distinguish individuals or events, and of an explicit memory, which only appear after two to three years of age. Thus, it is for psychoanalysis, coming from the wide naturalism of Freud, far from the Cartesian notion, to reconcile its place in the study of the effects of the virtual culture media on the symbolism and representation, especially regarding the early psyche, within the framework of current epidemic of autism


Ante los cambios de las psicopatologías que hoy nos abruman como psicoanalistas e incluso como ciudadanos, el presente trabajo apunta a deslindar si dichos cambios, a punto de inicio en el psiquismo temprano, son en principio abarcables por las filosofías – ejemplificadas por la fenomenología de Habermas – o por las neurociencias. La fenomenología sólo llega a vislumbrar tentativamente y al modo de una periferia la ocurrencia de fenómenos psíquicos por fuera del modelo del texto al cual se ciñe, en tanto que las neurociencias sólo tímidamente amplían su campo de estudio más allá del cartesianismo de base de sus modelos mecánicos. A tal fin se cuestiona la distinción por las neurociencias de una memoria procedimental o implícita, que supone no distinguir individuos o eventos, y una memoria explícita que aparecería recién a partir de los 2-3 años. Queda pues para el psicoanálisis, ubicado en la línea del naturalismo amplio de Freud lejos de los cartesianismos, acordar su debido lugar al estudio de las incidencias de la cultura de los medios sobre la simbolización y la representación, en especial en cuanto al psiquismo temprano, en el marco de la actual epidemia del autismo


Subject(s)
Humans , Male , Female , Cultural Diversity , Neurosciences , Repetition Priming/physiology , Autistic Disorder/psychology , Cultural Characteristics , Memory/physiology , Neurosciences/methods
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